Farol Santander utiliza luzes de led, lasers e a história da escrita em novas exposições de arte!

A nova exposição de arte imersiva “Metaversø”, no Farol Santander, tem curadoria de Antonio Curti, a mostra reúne cinco obras inéditas e preparadas especialmente para o espaço por coletivos e artistas paulistanos como Bijari, VIGAS, SALA 28, AYA Studio, Bloco e Wesley Lee. Os artistas prepararam instalações imersivas e sensoriais que evidenciam as relações entre luz, tecnologia e arquitetura como manifestação artística. O objetivo é, por meio de técnicas de led, laser e projeções, a criação de um Metaversø: espaço onde o mundo virtual transforma-se em uma metáfora do mundo real. As obras baseiam-se na concepção de universos.

Foto Divulgação

“É com muita alegria que recebemos no Farol Santander uma exposição que contempla novos artistas, com formatos inovadores na concepção e produção das obras. Ao reunir jovens e tradicionais talentos paulistanos, fortalecemos ainda mais a conexão com um dos propósitos do Farol Santander, que é a valorização da nossa cidade e da cultura local”, afirma Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil.

Foto: Divulgação

Os grupos Sala 28 e AYA Studio expõem pela primeira vez seus trabalhos em uma mostra de arte, ao lado do coletivo Bijari, que foi criado há mais de 20 anos em São Paulo. “As novas linguagens não se limitam a novos aparelhos de uso pessoal: elas são capazes de criar sensações necessárias para a evolução da sociedade. A tecnologia como manifestação artística constrói os caminhos da arte e do futuro”, pontos importantes sobre os diálogos que a exposição propõe destaca Antonio Curti, curador da mostra. Desde a inauguração do Farol Santander, o 22º e o 23º andares, com 330m², recebem exposições de arte imersiva. Metaversø é a quinta mostra apresentada ao público, e permanecerá aberta até o dia 15 de setembro.

Foto: Divulgação

Metaversø obras

Horizonte Utópico, por Bijari

É uma experiência imersiva criada pelo coletivo Bijari a partir de uma ocupação do espaço pelo verde e tecnologia. Uma realidade alternativa em que a cidade é habitada por plantas e os humanos vagueiam como gigantes à deriva em vias sem automóveis. Um ambiente em construção tomado por andaimes, plantas e luz produz um espaço vivo e pulsante que se contrapõe à aridez cinza avistada através de uma janela. A ambientação tem trilha sonora composta por Arthur Joly e evidencia a relação entre a cidade real e a cidade possível – que nos questiona sobre qual horizonte queremos.

Reta-Curva, por Sala 28

As concepções de história, tempo e espaço estão constantemente sendo desafiadas. Com a utilização dos meios de luz e movimento, “Reta-Curva” propõe uma instalação que dialoga sobre esse processo, e como a relação entre espaço e tempo é capaz de acomodar e consolidar formas aparentemente nebulosas de maneira transparente. Através dos movimentos parabólicos hipnóticos e visualmente encantadores da obra, são mostradas ao público as possibilidades infinitas que estão na jornada da humanidade.

Aparato 10¹º, por VIGAS

Baseado em predições da existência de universos além do que conhecemos, VIGAS propõe uma experiência imersiva, questionando nossa percepção de mundo e as limitações visuais que nos impedem de transgredir as barreiras do universo observável. O artista utiliza uma instalação audiovisual que funciona como um aparato capaz de multiplicar a imagem do público inúmeras vezes, fazendo alusão à teoria de que, nesse exato momento, temos cópias de nós mesmos em universos paralelos ao que vivemos.

Mementos, por Aya Studio x Bloco

O duo de artistas propõe uma experiência que estimula a união entre o físico e o digital na sociedade contemporânea. O que os olhos não conseguem ver se torna evidência dessa conexão, trazendo à tona a dependência de ambos os contextos na construção do futuro da civilização. O real e o digital, aparentemente extremos distantes, mostram-se, na verdade, um equilíbrio necessário.

 Interlúdio, por Aya Studio x Wesley Lee

Com o avanço exponencial da tecnologia, questionamentos surgem sobre o papel do ser humano e as novas soluções. A obra vai ao encontro desse pensamento, trazendo a importância da humanidade para a evolução e a necessidade de olhar para a matéria-prima que a produz. Máquinas não existiriam sem o ser humano, e os artistas propõem um momento para este questionamento ser evidenciado. Toda tecnologia necessita de uma mente e uma alma pulsando.

Achei esta projeção “incrível”, pra quem gosta de fotografias com efeitos: é o paraíso!

Sobre os artistas

Bijari

Composto por um time de designers, artistas visuais e arquitetos, o Bijari existe há mais de 20 anos e está sediado em São Paulo. Os sócios Geandre Tomazoni, Gustavo Godoy, João Rocha, Maurício Brandão, Olavo Ekman e Rodrigo de Araújo pesquisam a convergência entre design, arte e tecnologia, tendo como objeto de interesse as narrativas, poéticas e conflitos que moldam e dão vida à paisagem urbana, seja para a criação conceitual de suas obras públicas ou em projetos para grandes players do mercado brasileiro e mundial em diversos segmentos.

Sala28

Sala28 (ou 28 Room) é um estúdio formado por Junior Costa Carvalho e Rodrigo Machado, de São Paulo, Brasil. O estúdio trabalha nos interstícios de arquitetura, design, luz, som, movimento e tecnologia. Desde 2013, tem expandido os limites do que é possível, utilizando tecnologia de ponta para criar instalações audiovisuais inovadoras e trabalhos interativos desenvolvidos para elevar e inspirar o mundo ao seu redor. Sua proeminência na cena de música eletrônica de vanguarda de São Paulo lhes rendeu reconhecimento

VIGAS

Leandro Mendes – VIGAS é um artista multimídia brasileiro com obras que transitam entre projeções de grande escala, instalações luminosas, produção sonora, projeções 360º e performance ao vivo. Seus projetos em public art destacam-se pela estética orgânica, trabalhando a imersão do espectador como ponto de partida a experiências únicas.

Aya Studio

Aya Studio é uma organização que dedica-se à criação de instalações artísticas audiovisuais que destacam o diálogo entre o mundo digital e o mundo real por meio de experiências imersivas. A partir de luz, som, arquitetura e design, os projetos resultam em experiências participativas e sensoriais que estimulam a conexão do humano elevando-o a um estado de imersão e descobrimento.

Bloco

Matheus Leston alia tecnologia e arte em projetos para marcas, eventos, instituições e artistas. Sua pesquisa relaciona e integra

diferentes expressões: luz, cor, espaço, corpo, interatividade, som, fotografia e design. Bloco acredita que a programação não é uma ferramenta, é uma linguagem, que deve ser utilizada para a criação de novos caminhos e novas relações para o futuro.

Wesley Lee

Wesley Lee é um artista paulistano e designer baseado em Linz, Áustria. Seus projetos transitam entre instalações, iniciativas educacionais e design de objetos. Suas obras já foram expostas em festivais como Ars Electronica (Austria) e TADAEX (Irã).

Sobre Antonio Curti

Nascido em 1992, Antonio Curti é formado em Cinema pela FAAP. Aos 19 anos criou o festival audiovisual Downtown, cujo palco são locais esquecidos do centro histórico de São Paulo. Em 2017 tornou-se sócio da The Force, empresa de instalações de tecnologia na área de marketing e corporativo. Hoje está à frente da Aya Studio, organização de arte e tecnologia com foco em projetos culturais. Seu último trabalho foi a curadoria da exposição “Dimensão” com obras do duo Nonotak Studio na Japan House São Paulo. O curador tem como interesse o diálogo entre as artes visuais, tecnológicas e imersivas como agentes ativos de transformação humana, por meio de experiências que mesclam o real e virtual.

SERVIÇO – FAROL SANTANDER – EXPOSIÇÃO “Metaversø”

Quando: de 11 de junho a 15 de setembro

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Entrada acessível: Rua João Brícola, 32

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Funcionamento: terça a domingo

Horários: 09h às 20h (terça a domingo)

Ingressos: site e bilheteria física no local

Horário Bilheteria: 09h às 19h (terça a domingo)

Ingressos: R$ 25 (visitação completa ao Farol Santander)

Capacidade por andar: 60 pessoas

Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade

Foto: Edson Kumasaka

A exposição inédita “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” apresenta um olhar diferente sobre a contemporânea tipografia urbana de São Paulo, a partir da história dos alfabetos e da escrita. Além disso, reúne da tipografia clássica (o desenho das letras) à contemporânea linguagem das ruas, de letreiros a bueiros encontrados na capital paulista. Apresentada pelo Ministério da Cidadania e com curadoria de Leonel Kaz, a mostra ocupará os andares 19 e 20 do edifício.Patricia Audi, vice-presidente executiva de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander ressalta que “a comunicação é o grande instrumento de transformação do mundo e das organizações”. “A compreensão mais ampla da história e da atualidade do código da fala e da escrita, ou seja, do alfabeto, nos motivou a estender esse conhecimento ao grande público e a todos os frequentadores do Farol Santander”, afirma a executiva.

Foto: Edson Kumasaka

A tipografia clássica revela-se desde que o primeiro homem começou a desenhar riscos e rabiscos em paredes de cavernas, criando escritas, hieróglifos e alfabetos. Na contemporaneidade, a tipografia mostra como São Paulo produz uma linguagem própria, por meio de elementos retratados na exposição, como grafites, lambe-lambes, carimbos, giz, caligrafia, o pixo interpretado em néon e a pintura.

Para Leonel Kaz, curador da exposição, a cidade fala conosco por meio de várias linguagens. “Todos procuramos nos comunicar uns com os outros por meio destes códigos fascinantemente escritos pela história: os alfabetos e os números. O mundo inteiro se articula e existe, convive e produz, ama e cria com palavras. Em São Paulo, temos uma tipografia urbana paulistana singular, que fala conosco. Agora, teremos a oportunidade de falar com ela”, explica.

20º andar

A expografia de “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade” é dividida em alas. No 20º andar, que abre a exposição, o vídeo “Evolução da Escrita”, de Antonio Curti e Flávio Reis (consultoria de Carlos Horcades) – com estilo clássico e pop, narra a história desde os primeiros riscos e rabiscos nas cavernas, há cerca de 35 mil anos, até nossos dias mostrando como arte, arquitetura e o desenho das letras se entrelaçam. Na sequência, o visitante encontra a “Sala dos Alfabetos” – uma série de cartazes com alfabetos não latinos; alfabetos criados por artistas brasileiros (a partir da escrita anônima encontrada nas ruas) e alfabetos latinos clássicos e contemporâneos (aplicados à sinalização urbana de São Paulo).

Ainda neste andar, o Grande Salão é dedicado à tipografia urbana da capital paulista. São sete obras originais. O primeiro andar da exposição se completa com a Oficina de Carimbos, dirigida por Gilberto Tomé e Danilo de Paula, da GráficaFábrica, onde visitantes de todas as gerações poderão participar. Ao fundo da Oficina, as dez capas da revista Tupigrafia, dedicada às artes gráficas brasileiras, coordenada por Claudio Rocha (consultor da exposição) e Tony de Marco.

19º andar

No 19º andar, o projeto cenográfico de Daniela Thomas e Felipe Tassara permite a exploração do espaço com oito grandes curvas estruturadas em metal, com cerca de 200 fotografias em grande formato (em backlight) que mostram a tipografia urbana de São Paulo, no passado e hoje em dia.

Ao final, a mostra ainda conta com uma experiência imersiva e interativa, desenvolvida por Antonio Curti e equipe. O visitante poderá entrar em projeções que fundem o próprio corpo às letras, além de experiências individuais interativas com vídeos que simulam escritas em areia de praia, nuvens. A exposição mostra como a tipografia urbana paulistana é singular, fala conosco. Agora, surgiu a oportunidade de falar com ela, visitando a exposição no Farol Santander e passando a reconhecer no caminho ao trabalho, à escola, como a cidade tem uma linguagem própria que dialoga conosco e enriquece nosso dia-a-dia, quando passamos pelas ruas e calçadas, lendo a cidade.

Ficha Técnica

Curadoria: Leonel Kaz

Artistas participantes:  Ben Barret-Forest, Mauricio Nahas, Daniel Melin, Cristina Pagnocelli, Alexandre Orion, Tony de Marco, Victor Tognollo, Gui Menga, Gilberto Tomé, Danilo de Paula, Renato de Cara e José Roberto D’Elboux

Coordenação Geral: Ana Helena Curti

Cenografia: Daniela Thomas e Felipe Tassara

Design gráfico: Sula Danowski e Natalia Lepsch

Interatividade: Antonio Curti

Consultoria: Claudio Rocha e Carlos Horcades

Produção: Julia Brandão

Sobre Leonel Kaz

Leonel Kaz, jornalista, foi curador do Museu do Futebol. Foi co-autor e editor de 40 livros sobre arte e cultura. Foi Secretário de Cultura e Esportes do Estado do Rio e professor de Cultura Brasileira na PUC/ Rio. No Farol Santander, Leonel já assinou a curadoria da exposição “Deu Liga! UEFA Champions League”.

Sobre o Farol Santander

O Farol Santander, inaugurado no dia 25 de janeiro de 2018, é um dos principais pontos turísticos de São Paulo e com pouco mais de um ano de vida já recebeu mais de 400 mil visitantes e 6 exposições de arte, além de sua programação regular.

As atrações do Farol Santander ocupam 18 andares dos 35 do edifício com 161 metros que, por um longo período, foi a maior estrutura de concreto armado da América do Sul. As novidades em 2019 incluem as aberturas do Bar do Cofre SubAstor, do Boteco do 28, da Cozinha Top Chef e do Restaurante do 29. Todos estes andares são dedicados à gastronomia, tema que ganha força como um dos eixos temáticos do Farol. As visitas começam pelo hall do térreo e seguem até o mirante do 26º andar que, após a revitalização, ganhou uma unidade do Suplicy Cafés.

SERVIÇO – FAROL SANTANDER – EXPOSIÇÃO “Riscos e Rabiscos: Lendo a Cidade”

Quando: de 12 de julho a 03 de novembro

Onde: Rua João Brícola, 24 – Centro (estação São Bento – linha 1, azul do metrô)

Entrada acessível: Rua João Brícola, 32

Site Farol Santander: farolsantander.com.br

Funcionamento: terça a domingo

Horários: 09h às 20h (terça a domingo)

Ingressos: R$ 25,00 (visitação completa ao Farol Santander)

site e bilheteria física no local

Capacidade por andar: 60 pessoas

Banheiros: 2 por andar – 1 masculino e 1 feminino (2º andar, 8º andar, 21º andar, 22º andar, 23º andar, 24º andar e no 26º andar)

Acessibilidade: Banheiros e elevadores adaptados, rampas de acesso, saídas de emergência

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