Roteirão: o que fazer na Chapada dos Veadeiros em 4 dias!

É sem dúvida um dos principais atrativos turísticos de Goiás. A Chapada dos Veadeiros é daqueles lugares que nos encantam em cada atrativo que oferece. Em todos os pontos de parada a gente sempre quer ficar mais tempo. Procurada por quem gosta de natureza, a Chapada abrange os municípios de Colinas do Sul, Cavalcante e Alto Paraíso, para onde a maioria dos viajantes segue. Roteirão: o que fazer na Chapada dos Veadeiros em 4 dias! Vamos lá?

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Avenida principal de Alto Paraíso

Onde Ficar

Quem visita a Chapada dos Veadeiros normalmente busca hospedagem em Alto Paraíso, que de fato é onde tem uma infra-estrutura maior com agência bancária, farmácias, supermercados, etc. Na verdade tudo se concentra numa única avenida principal (foto acima). Alto Paraíso fica a 400 Km de Goiânia e 230 Km de Brasília. Saindo da capital federal, o viajante deve pegar a GO-118 que está em ótimo estado e é bem sinalizada. Nesta trip, fiquei hospedado no distrito de São Jorge, que é ainda menor e mais rústico, com ruas de terra (numa vibe parecida com Jeri/CE). E sendo bem sincero achei melhor ficar por lá. O astral é massa! E o local também dispõe de boas opções, basta procurar! Desde já, indico a pizzaria Canela D´Ema que fica na principal rua e tem excelente pizza (fininha e crocante), além de outras opções. Para mais informações é só clicar AQUI! 

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Mesas na área interna e externa: ambiente bem aconchegante e a pizza é uma delícia!

Quando Ir

O clima por lá é bem definido, tempo seco de maio a setembro e chuvas começando em outubro até abril, mas nada que impeça você de conhecer o destino neste período. Apenas, vá preparado para levar uma chuvada vez por outra e tenha mais cuidado ao fazer as trilhas. E claro que em alguns pontos você correrá o risco de não conseguir visitar por causa da possibilidade de tromba d´água. Placas por lá alertam que em períodos de chuva (no dia anterior) não arrisque!

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Um dos destinos incríveis que vamos falar mais abaixo: se liga!

Dia 01

Pra começo de conversa, é bom estar em dia com a “disposição” porque você vai andar um bocado para visitar todos os principais atrativos. Fiz meus cálculos e durante toda viagem caminhei cerca de 26 quilômetros. E olha que não visitei todos hein, mas fui nos principais. As trilhas variam entre 1 Km podendo chegar até 12 Km ida e volta. Alguns caminhos são planos e bem sinalizados, uns tem até passarela de madeira, com bancos de apoio e escadarias, outros são “roots” e você precisará mesmo escalar entre pedras até chegar ao atrativo, em terreno íngreme e acidentado.

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Trilhas que nos levam ao “paraíso”

Almécegas I e II

As cachoeiras Almécegas I e II e ainda a São Bento estão localizadas na Fazenda São Bento, distantes 9 Km de Alto Paraíso. Depois de estacionar o carro, é preciso fazer uma trilha de nível médio em termos de dificuldade, pois você terá boa parte dela em terreno inclinado. No caminho, existem alguns pontos (mirantes) para boas fotos. Também em alguns pontos você vai encontrar cordas e escadarias para facilitar a chegada até o poço da cachoeira.

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Almécegas I vista de um dos mirantes no percurso da trilha

Anos atrás, nada se pagava para entrar nos atrativo da região, agora (como também acontece em Capitólio, onde estive recentemente, e em tantos outros destinos de natureza) cobra-se para ingressar em todos eles. Neste complexo de cachoeiras você pode pagar R$ 15 somente para visitar a cachoeira São Bento (que falaremos mais abaixo) ou R$ 40 para visitar as três que existem lá. Você tem ainda opção de almoçar no restaurante do parque que tem o custo de R$ 60 por pessoa para comer à vontade.

Na Almécegas I, você encontra um poço incrível para banhar-se, com paredão de pedra lindo ao fundo que rende boas fotografias. Se tiver coragem, vez por outra existe uma equipe de instrutores para realização de rapel (descida de 45 metros e pago diretamente com eles). Adianto que a água é bem fria (como em todas elas) ok?

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Almécegas II: uma delícia pra tomar banho neste poço

Da Almécegas I você retorna até o estacionamento e por uma pequena trilha (800 m) até a Almécegas II. Para fotos não é tão bonita quanto a primeira, mas para curtir é também uma delícia. Tem um poço grande e com uma pedra na base da cachoeira bem plana o que nos permite ficar em pé dentro d´água e, claro, que quem sabe nadar não deve deixar de dar uns bons mergulhos. Essas três cachoeiras você pode fazer em meio dia ou até mesmo um dia inteiro se tiver com tempo. Vale a pena sim!

São Bento

A cachoeira São Bento fica numa área bem bonita do parque, até a trilha você passa por um lago com árvores bem altas e que no final da tarde fica lindo pra fotografar. Mais alguns minutinhos de caminhada e você chega na cachoeira. Nesta não entrei porque já era fim de tarde e ninguém do grupo teve mais coragem de encarar a água fria, mas pelo que vi vale muito a pena um “tchibum” por lá viu?

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Loquinhas

Depois seguimos para a Loquinhas, um complexo de cachoeiras em grande quantidade mas todas bem pequenas, possui infra-estrutura das melhoras por lá, com passarela em madeira, bancos para descanso, escadarias e cordas. Fácil até mesmo para crianças e pessoas de mais idade que queiram curtir a natureza da Chapada. Precisa alugar carro pra sua viagem? É só clicar AQUI!

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Olha só o visual deste poço! Fica lá embaixo e é muuuito bom tomar banho aí…

Fica a 4 Km de Alto Paraíso e a entrada custa R$ 35 por pessoa. Lá, você tem duas opções de trilhas com cachoeiras e poços: a Loquinhas (para onde vai a maioria dos visitantes) e a Violeta. Ambas possuem 7 poços para visitação. O circuito Loquinhas tem 2 Km de ida e volta, você vai caminhando e tomando banho. Descansa e caminha novamente, depois vem mais banho e quando vê já percorreu tudo! Escolhi uns três ou quatro pontos para descer e tomar banho. Para este passeio gastei em média 2h30.

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Lá é possível observar “micos” nas árvores…

Dia 02

Santa Bárbara

Esta é daquelas cachoeiras imperdíveis e das mais disputadas. Tão disputada que pra conseguir visitá-la é preciso literalmente “madrugar” na fila que nem em hospital público. São distribuídas 300 fichas por dia (limite de visitação) e acreditem: às 6h da manhã já não havia mais ficha. Muita gente chega à comunidade Kalunga (quilombola) onde está o centro administrativo para garantir sua ficha às 2h da madrugada. Para dormir lá, existem algumas opções de hostel, camping ou alugar quarto pela comunidade. De Alto Paraíso até lá são 80 Km.

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Olha só como fica o centro onde são distribuídas as fichas!

Para vistar a cachoeira Santa Bárbara, famosa pela água cristalina e cor azul com seus 35 metros de queda, é preciso desembolsar R$ 20, além de outros R$ 20 para ir e voltar de carro até o limite onde começa a trilha. Isso porque mesmo indo de carro, você não pode se dirigir até lá. Tem que estacionar no centro da comunidade e ir em caminhonetes deles. Para isso, enfrentará uma fila de espera pois em cada carro entram em média 12 pessoas. Ah, e também você só entra lá acompanhado de um guia credenciado que custa R$100 até 6 pessoas, se o grupo for maior, é preciso acertar valor diretamente com o guia.

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Candaru: uma das mais bonitas e melhores pra tomar banho

Além da cachoeira Santa Bárbara, o complexo dispõe ainda dos atrativos Candaru e Capivara, para estes não é preciso madrugar, pois não há limite de visitação diária. Mas paga-se R$ 10 para cada um deles. Para a Candaru, que me surpreendeu pela beleza, você percorre 6 Km de carro (deles) e depois 500 metros de trilha. Esta cachoeira tem um poço na parte de baixo e outro acima por onde você chega por uma trilha bem fácil. O banho é uma de-lí-cia! Minha vontade era passar o dia todo só ali!

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A cachoeira Capivara abriga também algumas “piscinas naturais” onde também é ótimo para banho. Por lá está a Pedra do Peixe, que tem formação que lembra o animal. Dizem que somente o olho foi esculpido pelo homem, o resto da formação “o cara lá de cima” se encarregou de criar. O lugar tem vários cenários incríveis para fazer fotos. E foi por lá que encerramos mais um dia desta expedição.

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Consegue ver o peixe “esculpido” na pedra?

Dia 03

Vale da Lua

Este é daqueles lugares icônicos que basta olhar uma foto e você já sabe que se trata da Chapada dos Veadeiros. Isso porque a paisagem é única! Fica nas proximidades de São Jorge e para chegar ao local é preciso encarar 4 km em estrada de terra.

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Olha só este visú! É de fato um lugar mágico, concorda?

O vale ganhou este nome por ter uma formação rochosa que lembra a superfície da lua. Tem todas essas escavações por ter sido esculpido pelas águas do Rio São Miguel. As diversas fendas nas pedras formam piscinas de água corrente e também pequenas cachoeiras. Mas é um lugar que além de lindo é bem perigoso, todo cuidado é pouco até porque em alguns pontos a água corre por baixo de pedras e uma queda ali pode ser fatal. É o local mais vistoriado por salva-vidas. Vi vários por lá! Existem dois poços maiores para banho. A água é a mais gelada de todas, prepare-se! A entrada custa R$ 20 por pessoa e fica aberto para visitação até 17h.

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Parece que estamos na Lua? Eu acho…

Piscinas Thermais

Por lá existem vários parques com piscinas thermais, a água não estava das mais quentes, mas depois de tanto banho gelado aquilo ali era como um prêmio! A água é morninha e dizem que dependendo da época ela fica mais quente. Fomos até as piscinas no Morro Vermelho, são 4 no total. Ótimo pra dar aquela relaxada após um dia todo de trilhas e caminhadas. Recomendo fazer este passeio como último do dia. Paga-se R$ 25 por pessoa.

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Que tal um “tchibum” em águas morninhas no meio da natureza?

Dia 04

Poço Encantado

Este atrativo se difere dos demais porque existe uma “prainha” em frente à cachoeira. É uma delícia tomar banho por lá. Uma corda amarrada de um lado a outro pode ajudar a quem quer atravessar até as pedras mais próximas da queda da cachoeira sem ter que nadar. Para quem sabe dar umas braçadas, é tranquilo chegar até lá.

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Olha só esta prainha, vai encarar?

Jardim Maitreya

Já pegando caminho de volta, paramos no Jardim de Maitreya, também cartão postal da Chapada dos Veadeiros. De la´, é possível ver a fileira de buritis, árvore típica da região, cercada de morros e um céu bem azul. O cenário é mesmo de cartão postal. Daria uma belo cenário de final de filme! Existe um recuo na pista onde os carros podem parar para fazer fotos do lugar.

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Paisagem para final de tarde: Jardim de Maitreya

Exoterismo

Alto Paraíso tem “moh” fama de exotérica! E não é só fama não, lá o povo vive mesmo no estilo “zennnn”. As lojas em sua maioria vendem pedras, pirâmides, cristais, incensos, aromatizantes. Por lá também é possível encontrar lugar para fazer massagem, meditação, ioga, etc.

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O que não faltam são opções para “melhorar” as energias

E a fama esotérica não veio por acaso. Entre outros motivos, é por estar “cortada” pelo paralelo 14, linha imaginária que atravessa Machu Picchu, no Peru, e também corta Alto Paraíso. Além disso, o município está sobre uma enorme placa de quartzo. Segundo os místicos, esses fatores protegem a cidade de desastres naturais e proporcionam boas vibrações. Acredite: tem gente que vai em busca de contato com extra terrestres. E lá eles fazem tanto sucesso que reinam nas lojas de souvenirs. Tem E.T de tudo que é jeito: surfando, imitando Elvis, fumando, bebê E.T, mamãe E.T grávida e por aí vai. É só escolher o seu!

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Pousada com E.T e disco voador pra o vistante “entrar no clima”

Não Esquecer

Levar roupas leves, água para os passeios, algum lanche ou biscoitos, protetor solar, tênis confortável e ou sandálias antiderrapantes (muitas trilhas são em terreno íngreme). Leve sempre uma roupa pra trocar pois em todos os atrativos você tem banheiros para uso dos visitantes. Se vai de carro, não esqueça de abastecer o veículo em Alto Paraíso, pois não há posto de combustíveis em São Jorge. Em feriadões, costuma haver fila para abastecimento. E quer uma ótima notícia? Então anota aí: se você entrar em contato com a agência Jalapão Selvagem e disser que é leitor de nosso site, você ganha preço especial para esta aventura. Corre lá e já programe sua viagem!

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