Ilha do Mel: como chegar e o que fazer neste paraíso!

A ilha mais doce do Brasil fica no Leste do Paraná e leva esse nome porque possui várias nascentes que até chegarem ao mar encontram pelo caminho áreas de mangues que fazem com que a água vá aos poucos mudando de cor, ganhando uma tonalidade mais “caramelizada” digamos assim. Daí o nome de Ilha do Mel. E como não se lambuzar neste destino? Neste post vou contar tudo. Ilha do Mel: como chegar e o que fazer neste paraíso!

ilha do mel

Vista de cima do Forte Nossa Senhora dos Prazeres

Como Ir

De Curitiba até o Pontal do Paraná (onde peguei a embarcação) são cerca de 3 horas de viagem de carro. O acesso à Ilha do Mel é feito apenas de barco via terminal de embarque dos municípios de Pontal do Paraná, na localidade de Pontal do Sul (30 minutos de travessia / 35,00 reais ida e volta por pessoa) ou do município de Paranaguá (1h 30min de travessia / R$ 53 ida e volta por pessoa). A referência de preços é de maio de 2019.

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Entrada do embarque do Pontal do Sul

Além dessas embarcações maiores e com preços mais em conta, você pode utilizar a lancha rápida que vai levar a metade do tempo até o seu destino. Aí é só negociar o preço com os barqueiros e empresas que fazem o serviço. Lembro que o percurso mesmo da embarcação maior é tranquilo, não balança muito a ponto de enjoar e a paisagem faz o tempo passar bem rápido. Na ilha só é possível chegar assim, pois não existem carros. Por lá, tudo se faz a pé, de bike ou de embarcação.

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Barcos

Nos terminais de embarque existem estacionamentos para veículos. Claro que é cobrado. Entrei na ilha via Pontal do Sul e o valor do estacionamento foi 15 reais por dia (se você coloca o carro ao meio-dia e sai no dia seguinte mesmo horário, é cobrado 2 diárias, ou seja, não se conta por 24 horas mas por dia em que entrou e saiu ok?). Você pode desembarcar em dois destinos na Ilha: Encantadas ou Brasília. Os barcos saem a cada hora nos dias de semana e aos sábados e domingos a cada meia hora, mas fique atento aos horários porque estão sempre alterando também por conta de feriados, etc. Ilha do Mel: como chegar e o que fazer neste paraíso! A gente ainda tem mais informação sobre como chegar…

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Embarcação “padrão” utilizada pela maioria dos visitantes

Para mais informações sobre horários você pode acessar o site da Associação de Barqueiros clicando AQUI! Se você for de ônibus, partindo de Curitiba, pode pegar a viação Graciosa (43, 00 reais / ref. maio de 2019) que ele tem uma parada em frente ao terminal de embarque do Pontal do Sul. Se for alugar carro, é só clicar AQUI! Informe-se bem ao reservar sua pousada para saber se ela está localizada na Encantadas ou na parte de Brasília já que possuem desembarques distintos.

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Localização

A Ilha do Mel está distante cerca de 120 km do aeroporto de Afonso Pena, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba. Chegando no nosso destino, você vai se deparar com um local que parece “isolado” do mundo: todas as ruas de areia e não existem carros por lá. É aquela velha típica vila de cenário de novela das seis. Uma igrejinha, bares, restaurantes, casinhas e pousadas. Aliás, por falar nelas, super indico a Pousada Caraguatá, que funciona desde 2003 e tem uma super preocupação com a sustentabilidade, proporcionando aos hóspedes uma estada ambientalmente consciente. Possui 11 quartos, de single a quádruplo.

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Foto: Reprodução Internet

Oferece equipamentos de praia aos hóspedes, possui biblioteca de livros e DVD´s, além de ser um charme se hospedar lá. É tão integrada à natureza que a gente se sente dormindo dentro da mata, aliás, as portas dos quartos a gente mal enxerga com tanta área verde. O café da manhã conta com pães, frutas (não deixe de provar a manga – a mais doce que já comi), queijos, presunto, ovos mexidos, salsicha e sucos. Para garantir sua hospedagem lá é só clicar AQUI!

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Foto: Reprodução Internet

Informações Importantes

Para bater perna na ilha fique atento à tabua de marés, principalmente em praias mais afastadas de sua pousada. Importante: levar lanterna! A ilha não possui iluminação pública, apenas as casas, comércio e pousadas têm iluminação.  Já viu que o cenário é roots né? Pra quem gosta de natureza quase primitiva e uma vibe bem de aventura, este é o lugar! Vale lembrar que na ilha não há bancos nem farmácias, além de ser proibido fazer fogueira ou acampar em lugares não destinados para tal. Ilha do Mel: como chegar e o que fazer neste paraíso! Mais abaixo vou mostrar os principais pontos turísticos, calma aê!

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Extensão

São 35 Km de praias e costões rochosos, seu parque estadual é reconhecido patrimônio mundial pela UNESCO. Uma das últimas áreas de mata atlântica preservada. Esse destino é super apropriado para a prática do ecoturismo, surf e veraneio. A ilha possui cerca de 2 mil moradores e praticamente todo mundo por lá se conhece, como se fosse uma só grande família. Para ter controle do acesso o local recebe limite máximo de 5 mil pessoas / dia. Abaixo, segue um roteiro do que fazer!

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Mapa da Ilha: pra você entender onde estão os atrativos

Gruta das Encantadas

Bastam dez minutinhos de caminhada e você chega à Gruta das Encantadas, que tem esse nome porque sereias costumavam ir até lá atrás dos nativos. Pelo menos é isso que reza a lenda! Verdade ou mentira, fato é que ninguém pode duvidar que o lugar é encantador! A gruta é pequena, você pode entrar e sentir a energia do lugar. Fui por lá bem cedo e peguei uma super luz do nascer do sol.

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Gruta das Encantadas: sereias “atormentavam nativos”, será?

Praia do Miguel

O tempo passa devagar na Ilha do Mel, parece que demos mesmo alguns milhares de passos atrás e ficamos ali contemplando o “simples” da vida: as ruas de areia, o bate papo familiar dos vizinhos, a vida andar a passos lentos. Normalmente, as pessoas passam três dias na ilha, tempo suficiente para conhecer bem o local, menos que isso você vai ficar enlouquecido querendo parar o ponteiro do relógio.

Na sequência, seguimos de lancha rápida até a praia do Miguel, onde acontece a famosa pesca da Tainha. Pra você ver como é que funciona a ilha: no período de pesca uma pessoa fica lá em cima do morro mirando o cardume chegar e quando o encontra dá um grito para que os pescadores lá de baixo fiquem atentos.

Praticamente deserta, essa praia é considerada um dos refúgios da cidade, sendo ideal para os que preferem lugares menos movimentados. Tomar um refrescante banho de mar, fazer uma caminhada e relaxar são as melhores opções do que se fazer aqui. Tem larga faixa de areia clara, e dependendo da época o mar é propício para a prática do surf.

Praia Grande

É outra praia bem tranquila. Na maior parte do tempo, você também não vai encontrar muita gente por lá. O acesso é feito por trilha, o que faz ser pouco explorada. Cercada por morros repletos de vegetação nativa, esse pequeno recanto fica praticamente escondido do mundo. Como não existe infra-estrutura próxima, vale a pena levar aquele lanchinho na mochila: biscoito, sanduíche natural, e claro muita água. O lixo que produzir você leva de volta na mochila e deixa na pousada ou em algum ponto de coleta que encontrar pelas ruelas ok?

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Farol das Conchas

Datado de 1872, o farol fica no topo do morro de mesmo nome. O turista pode subir por meio de uma trilha de uns 10 minutinhos. Algumas rampas e mais 150 degraus e você chega lá!  O cansaço é bem pequeno diante da vista panorâmica que se tem de lá de cima. Você pode conhecer toda a ilha a pé ou de bike, para isso terá que ter disposição. Dependendo de onde esteja hospedado, as caminhadas até os pontos turísticos podem levar alguns minutinhos ou mesmo uma, duas horas. Por isso, a opção mais confortável é fazer de lancha rápida, ganha tempo se tiver com agenda de passeio apertada.

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Ilha das Palmas

Imagine um paraíso dentro de outro! Assim é este local incrível na Ilha do Mel. Não é um destino ainda explorado pelos barqueiros de plantão. É preciso conhecer a “pessoa certa” para nos levar até lá. A vontade era ficar pelo menos duas horinhas ali contemplando a paisagem que é de tirar o fôlego. Praia, pedras rochosas arredondadas, uma outra ilha ao fundo, e ninguém por lá. A gente se sente o verdadeiro  “dono da ilha”.

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Praia das Palmas: paraíso quase “exclusivo”

Fortaleza

Da área batizada de Brasília até o Forte dá mais ou menos 1h de caminhada pela praia na maré baixa (mais uma vez alerto que fique de olho na tábua de marés caso sigam até os atrativos pela praia). Sua construção é de 1762 e foi levantado para combater o tráfico de escravos. O forte fica à beira-mar e está bem conservado, com direito a canhões dos séculos 18 e 19. Na parte de baixo, alguns salões funcionam como área de exposições e na parte mais alta você tem uma vista linda do horizonte, das ilhotas, do mar…

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Mata, monumento histórico e praia: isso é Ilha do Mel, no Paraná!

Por lá existe ainda uma casa que foi transformada em uma espécia de museu que guarda um altar de madeira trazido de Portugal, além de livros, fotografias e muita história da Ilha do Mel. Você pode subir por uma trilha para ter acesso a um verdadeiro labirinto de muralhas, onde ficavam as salas dos generais e também os corredores que davam aos canhões para o ataque. Leve repelente porque lá os mosquitos “maltratam”.

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Ilha

Em seguida, fomos para a Ilha das Peças e no caminho fomos presenteados com botos passeando nas proximidades da embarcação. Conseguimos ver numa distância razoável, com celular ou câmera profissional (principalmente) você consegue fazer boas fotos. Para o almoço, frutos do mar, é claro! Paramos no restaurante Teodoro Dias, que serviu peixe à milanesa, arroz, camarões empanados, molho de camarão e casquinha de siri (que estava uma de-lí-cia)! O preço é um pouco salgado, mas em se tratando de estarmos numa ilha não chega a ser abusivo. O prato com refrigerante sai em média 60 reais por pessoa.

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Casquinha de siri: delícia! E com esse visual, então…

Depois de todos esses passeios, foi hora de retornar à pousada e seguir viagem pra Curitiba. Se você curte muito trilhas, aventura, e tem disposição para tal, vale a pena sim bater pernada por lá de ponta a ponta, desde que você tenha tempo pra isso também. Caso não queira tanta caminhada ou não tenha tempo hábil para tal, a melhor opção é sem dúvida contratar uma lancha rápida para fazer o passeio. Eles fazem pela manhã e também à tarde. A embarcação que fiz os passeios sai com mínimo de 10 pessoas e o valor para cada um gira em torno de 100 ou 120 reais. Se você quer ir de casal precisa, portanto, pagar o valor fechado pra ter a exclusividade.

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Fortaleza Passeios Náuticos: atendimento de primeira!

A embarcação que indico é a da Fortaleza Passeios Náuticos que você pode ter mais informações clicando aqui! O nosso comandante foi Eduardo, um cara nota dez! Atencioso, educado, bem informado sobre a ilha e a lancha ainda tem umas frutinhas e música da melhor qualidade pra combinar com o visú! Ilha do Mel: como chegar e o que fazer neste paraíso! Viu como tem coisa pra conhecer?

Quando Ir

Durante o inverno as temperaturas caem, principalmente à noite, quando chega a fazer 10°C. Então, se você está buscando sol e calor, certamente não é a melhor época para ir até lá. O consolo é que por sua posição geográfica, a Ilha do Mel costuma estar entre 10 a 15 graus acima da capital Curitiba. Se no inverno fizer um dia ensolarado, a turma cai na água sem dúvida. E os preços obviamente saem mais em conta. Mas se não quer arriscar, vá mesmo na alta temporada, que é durante o verão (out a mar). Janeiro é o mês mais cheio da ilha. Não esqueça de levar repelente, protetor solar e câmera fotográfica.

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O repórter viajou à convite do Sebrae/PR, Instituto Municipal de Turismo – CURITIBA TURISMO, da ABAV/PR e da Pousada Caraguatá.

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