Autobiografia do Vermelho estreia no Sesc Avenida Paulista!

O espetáculo Autobiografia do Vermelho leva para a cena o romance em verso homônimo de Anne Carson a partir do dia 27 de fevereiro de 2026 no Sesc Avenida Paulista. Em cena, está a atriz Bianca Comparato dirigida por Daniela ThomasAcompanhe a gente também no Instagram, onde você pode receber várias dicas de viagem e conhecer paisagens incríveis! É só clicar AQUI!

Fotos Divulgação: João Kopv

Mito Grego

A peça é, ao mesmo tempo, um romance e um poema, uma recriação não convencional de um antigo mito grego e um romance de formação totalmente original ambientada no presente, no midwest estadunidense. Com dramaturgia de Gabi Costa, Daniela Thomas Bianca Comparato, a encenação conta ainda com a direção de movimento da artista e coreógrafa Malu Avelar e cenário de Daniela ThomasLello Bezerra assina a direção musical e a trilha sonora original, que é executada ao vivo pelo próprio músico.

“Encontre o que você ama e deixe isso te matar. Quem disse isso foi Bukowski. E talvez seja o que mais me atraiu a fazer a peça. Me lanço nesse abismo de 7 personagens, sem medo de errar. Aprendi com a Carson a errar deliberadamente, ela erra deliberadamente, inventa, engana. Este projeto é para mim maravilhosamente perturbador.” Bianca Comparato. Precisa de hospedagem em São Paulo? A gente tem uma dica incrível a 2 minutos da Av. Paulista, é só clicar AQUI!

“Já na primeira leitura de Autobiografia do Vermelho, em preparação para dirigir Bianca no audiolivro, fui transportada para o ambiente no qual iniciei minha trajetória no teatro há quase 50 anos: o teatro experimental estadunidense do final dos anos 70, início dos 80, especificamente em Nova York, onde morava então. Lá assisti ou convivi ou trabalhei com artistas de grupos como Mabou Mines, Wooster Group, Living Theater, em teatros como o La Mama, Theater For the New City, Public Theater, e com criadores como Sam Shepard, Laurie Anderson, Richard Foreman, Jeff Weiss, Spalding Grey e por aí vai. Uma potência inventiva de grande impacto, que repercutiu mundo afora, balizou minha imaginação e a quem devo minha formação como artista do teatro”, conta a diretora Daniela Thomas.

Descoberta

“Passando as páginas do livro, fui descobrindo que o monstro alado Gerião (aquele morto pelo herói Hercules, no seu décimo trabalho, no mito clássico) que eu antecipava habitar a paisagem grega era, nessa versão, um jovem americano esquisito e solitário, vivendo na exata geografia dos meus heróis experimentais de Nova York.(…) Essa descoberta fez com que eu abraçasse a ideia de transformar o livro em um espetáculo que fosse tributário dessa cultura de teatro que me formou e por quem tenho uma admiração imensa.”, conclui Thomas.

Sinopse

Gerião é o personagem principal da Gerioneida, um poema lírico narrativo escrito por volta de 650 A.C pelo poeta grego Estesícoro, cujos poucos fragmentos foram encontrados somente em 1967, no Egito. A peça conta a sua história misturando fragmentos da peça original grega com criações de Anne Carson e intervenções de Bianca e de Daniela. Gerião, um menino que também é um monstro vermelho alado, revela o terreno vulcânico de sua alma frágil e atormentada em uma autobiografia que ele começa a escrever aos cinco anos de idade. 

Paixão

À medida em que cresce, Gerião escapa de seu irmão abusivo e de sua mãe afetuosa, mas ineficaz, encontrando consolo na construção da sua autobiografia e nos braços de um jovem chamado Hércules, um andarilho que abandona Gerião no auge da paixão. Anos depois, quando Hércules reaparece, Gerião confronta novamente a dor de seu desejo e embarca em uma jornada por terrenos vulcânicos. A paixão obsessiva por Hércules leva Gerião até seu destino inevitável.

Ora excêntrica, ora assombrosa, erudita e acessível, ricamente complexa e enganosamente simples, Autobiografia do Vermelho é um retrato profundamente comovente de um artista que se reconcilia com o fantástico acidente de ser quem é.

Destaque

A obra de Anne Carson, Autobiografia do vermelho, foi destaque no New York Times como “Livro notável do ano” e  finalista do National Book Critics Circle Award. Anne Carson também foi a primeira mulher a ganhar o TS Eliot Prize.

O que acontece com a mitologia clássica, que ainda ecoa no mundo contemporâneo nas formas atuais de pensar, viver e sentir, quando colocamos no centro da narrativa o que antes era periférico a ela? É essa pergunta que a autora nos faz em Autobiografia do Vermelho. Se assim como Carson fez valer em sua maneira de contar essa história o monstro, é a partir de uma ética da monstruosidade – que faz conviver tudo que é estranho entre si – que percorreu o processo de criação do espetáculo. Tudo aquilo que está à margem, que não é aceito pelo mainstream, os queers, os “diferentes”, os que estão fora do padrão heteronormativo.

Interpretação

A obra é uma reinterpretação contemporânea do mito de Gerião, o monstro vermelho da mitologia grega, apresentando-o como um jovem sensível e introspectivo. Desde os cinco anos, Gerião enfrenta desafios relacionados à sua aparência monstruosa, com asas vermelhas, que é apresentado de maneira mais humana e introspectiva do que o mito original. Ele busca autocompreensão e amor, especialmente através de sua relação com Hércules.

História

A história mistura elementos de ficção e poesia, explorando questões de identidade, amor, desejo, e a busca pela aceitação. Gerião é retratado como um jovem isolado, que se vê marcado tanto por sua aparência quanto por seu destino trágico. Ele tem uma relação complexa com Hércules, o herói que deve matá-lo, mas a história se concentra também no desenvolvimento emocional e psicológico de Gerião.

Reflexão

Hércules, que inicialmente é visto como o herói que o mataria, passa também por uma transformação emocional. A morte de Gerião no contexto da obra não é apenas física, mas também simbólica, representando um encontro com o próprio destino e a aceitação de seu ser. Sem se ater a um fechamento “clássico” de um romance, mas mantendo uma reflexão sobre a morte, identidade e a verdade interna. A obra é profunda e aberta a múltiplas interpretações, convidando o espectador a questionar as fronteiras entre mito, realidade e a construção de futuros possíveis.

O espetáculo expressa a pluralidade e diversidade em sua composição de artistas e técnicos da ficha técnica. A equipe é formada majoritariamente por mulheres e também é válido reafirmar que os lugares de protagonismo do projeto são ocupados por mulheres ou pessoas não-brancas e LGBTQI+.

Ficha Técnica

Direção: Daniela Thomas
Elenco: Bianca Comparato

Dramaturgia: Gabi Costa, Bianca Comparato e Daniela Thomas

Direção de produção: Fabiana Comparato 

Cenografia: Daniela Thomas

Direção musical, composição e execução: Lello Bezerra

Direção de movimento e preparação corporal: Malu Avelar

Desenho de luz e operação: Sarah Salgado

Desenho de projeções: Henrique Martins e Ivan Soares

Figurino: Verônica Julian

Direção vocal: Leila Mendes

Visagismo: Walter Leal

Coordenação de produção: Mariana Beltrão

Produção executiva e assistência: Arlindo Hartz

Operação de vídeo: Ivan Soares
Operação de som: Gabriel Edé

Coordenação executiva: Rachel Braga

Coordenação financeira: Camila Cillo

Designer gráfico: Henrique Martins

Filmmaker: Lorrana Souto

Operadora de câmera: Valentina

Fotos: João Kopv 

Assessoria de Imprensa: Pombo Correio

Relações Públicas: 

Comunicação: Victor Toledo

Produtores South: Bianca Comparato, Yana Chang e Roberto Martini  

Equipe South: Pietra Veiga e Julia Faria.

ETAPA de CONCEPÇÃO

Produção: Corpo Rastreado
Produtora: Gabi Gonçalves

Assistência de direção e produção: Gabi Costa

Colaboração na direção de movimento: Renata Melo

Assistência: Mariana Faloppa e Enrico da Costa 

Equipe Corpo Rastreado: Gisely Alves, Tamara Andrade, Graciane Diniz 

Apoio: Editora 34, Paradigm Agency, MAP, CASA LÍQUIDA, PMX.

Realização: Sesc

Este projeto é realizado com recursos do Fomento Cult SP PNAB, programa do Governo do Estado de São Paulo, por meio da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas. Considerando o recebimento do recurso público mencionado e o interesse na ampliação do acesso aos produtos culturais, foram adotadas medidas de democratização do projeto como a oferta de atividades gratuitas: oficina de atuação, palestra sobre o livro e a montagem e ensaio aberto. 

Serviço

espetáculo | Autobiografia do Vermelho
com Bianca Comparato. Direção: Daniela Thomas. Baseado no romance em verso de
Anne Carson.
Data: De 27 de fevereiro a 22 de março de 2026. Quinta a sábado, às 20h. Domingos, às 18h. Sessões com acessibilidade:  5, 6, 7, 12, 13, 14 e 18/3 – LIBRAS; 8 e 15/3 – Audiodescrição
Onde: Arte II (13º andar)
Duração: 90 minutos 
Classificação indicativa: 14 anos
Ingressos: R$ 50 (inteira), R$ 25 (Meia) e R$ 15 (Credencial plena:).

SESC AVENIDA PAULISTA
Avenida Paulista, 119, Bela Vista, São Paulo
Fone: (11) 3170-0800
Transporte Público: Estação Brigadeiro do Metrô – 350m
Horário de funcionamento da unidade:
Terça a sexta, das 10h às 21h30. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h30.

Youtube

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