Como conhecer a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: contamos tudo desse tour!

Você sabia que existe um passeio que leva os turistas e cariocas a conhecer lá de dentro a favela da Rocinha? Sim, o tour é batendo perna entre becos e ruelas, no meio da comunidade. Como conhecer a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: contamos tudo desse tour! Se liga aí! Acompanhe a gente também no Instagram, onde você pode receber várias dicas de viagem e conhecer paisagens incríveis! É só clicar AQUI!

favela rocinha

Este passeio já existe há cerca de 25 anos, a empresa Be a Local já realiza o tour há 16 anos e é com esta agência que a gente vai falar de nossa experiência nesta última trip ao Rio. Fugindo dos passeios tradicionais, embora valha muito a pena repeti-los porque afinal de contas Rio é Rio, interessei-me em fazer o favela tour pra conhecer mais de perto a comunidade e entender melhor porque é um passeio que atrai tanto os olhares dos “gringos”.

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Bom, a van lhe busca onde você estiver hospedado, no meu caso eu estava no Hostel Che Lagarto Ipanema, inclusive temos uma reportagem super completa sobre ele, é só clicar aqui! De lá, seguimos até a entrada da Rocinha, no grupo de umas 15 pessoas apenas eu era brasileiro. É aquela velha história: a gente busca conhecer o que não faz parte de nossa realidade não é mesmo? Mas ainda que “acostumado” com a pobreza que está espalhada em todas as capitais do Brasil, achei interessante conhecer mais de perto essa realidade.

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Segurança

Mas e aí, como entrar na favela da Rocinha no Rio de Janeiro? Bom, depois de estacionar a van, seguimos junto com o guia credenciado e com a devida identificação. Um detalhe importante para a segurança de todo o grupo é que ele já é uma pessoa bem conhecida na comunidade. Para se ter uma ideia, as pessoas vão passando e chamando ele pelo nome, as crianças brincam com ele e isso nos dá uma certa segurança em estar ali, pois ele é uma referência para os moradores. Existe uma relação de amizade já construída entre o guia e a população local. Como conhecer a favela da Rocinha, no Rio de Janeiro: contamos tudo desse tour!

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Gringos atentos a tudo!

Durante o passeio, percebemos que há um respeito mútuo entre a comunidade e o guia de nossa agência. O percurso é feito todo em fila indiana (um atrás do outro) para que não fechemos as ruelas ou becos atrapalhando a vida de quem precisa circular por ali. Já na chegada à favela chama atenção os tênis pendurados em fios (e são milhares deles por todas as ruas…fios de telefonia, energia, tudo misturado). O calçado pendurado é para identificar que naquela localidade existe comando de tráfico.

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Tênis pendurado nos fios: sinal de comando do tráfico no local

Pode fotografar?

E fotografias, dá pra fazer por lá tranquilamente? Essa é a primeira pergunta que todo mundo faz ao guia. Dá sim, em alguns pontos. O guia vai dizendo onde pode e onde não pode fazer foto. Sim, porque alguns locais os comandantes do tráfico não permitem para não haver certa exposição nas redes sociais, facilitando de alguma forma o trabalho da polícia. Já ouviu falar sobre a Pedra do Telégrafo? Clica aqui e te levamos também para outro local bacana de visitar na cidade maravilhosa.

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Laje como Mirante

No caminho entre becos bem estreitos nos deparamos com muitas famílias que vivem ali, circulando com feira, criança, trabalhando. E muitos bem simpáticos com o grupo de turistas. Alguns pontos oferecem uma vista privilegiada da Rocinha e a laje serve como mirante para uma vista cheia de contrastes. O guia já tem os locais exatos em que entramos pela casa do morador e chegamos à laje para apreciação.

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O interessante é ver do alto o sistema de abastecimento de água da favela, que funciona por meio de gravidade. Lá em cima atrás de um grande morro existe uma enorme caixa d´água e ela vai se ramificando passando pelas caixas de água das milhares de casas que estão abaixo. São nada menos que 75 mil moradores da Rocinha. Para você ter uma ideia, o Maracanã comporta 77 mil pessoas. É a maior favela do mundo com a terminologia “favela”.

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Artista Plástica da comunidade

Os moradores da comunidade aproveitam para ganhar um dinheiro extra. Então nesses pontos de acesso à laje eles expõem por exemplo seus trabalhos nas artes plásticas. E os gringos costumam levar quadros e outros objetos como lembrança da favela da Rocinha. Também paramos em uma lanchonete em que os bolos são feitos no mesmo dia, já à espera dos turistas que chegam por meio da agência.

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Pintura feita por artista local: lindo trabalho!

Trabalho Social

Por lá, também encontramos muitas grafitagens que trazem mensagens de paz, tolerância e respeito, a exemplo de Nelson Mandela, crianças na escola, etc. Ali, funciona uma creche do projeto chamado de União de Mulheres Pró Melhoramento da Roupa Suja, nome que tem origem na falta de água da região, que levou moradores a descerem até a base do morro para lavar suas roupas.  Hoje chamado de Roupa Feliz, o trabalho realizado pela creche também permite que pessoas que visitam a comunidade possam se hospedar por lá no melhor estilo “hostel” afim de que tenham uma vivência mais próxima da Rocinha, ficando inserida na comunidade de segunda à sexta-feira, podendo inclusive desenvolver trabalhos voluntários, como recreação, aulas de inglês, reforço escolar, etc.

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Origem do nome

Conhecida mundialmente, a favela da Rocinha tem na fazenda a origem de seu nome. É que muitos anos atrás ali era uma área rural, em que as pessoas cultivavam hortaliças para serem vendidas em outras localidades a exemplo do Bairro da Gávea. E quem consumia a mercadoria perguntava de onde vinha. A resposta era “da Roça” e na sequência foi carinhosamente chamada de Rocinha. Até hoje, moradores da localidade mantém costumes rurais, a exemplo de ter cachorro em casa como espécie de “segurança”, criar galinha para própria subsistência, etc.

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A favela é tão grande que costuma-se dizer que é uma cidade dentro de outra. E não é exagero enxergá-la assim! Para se ter uma ideia, a população costuma usar mototáxi e para este serviço quem vive lá paga a metade do preço. O passeio pela Rocinha dura em média três horas. E tenha uma certeza: você vai sair de lá valorizando mais toda a infra que você possui seja de fornecimento de energia, água, serviços de entrega de produtos, facilidade de locomoção, bem estar, etc. É preciso que a gente enxergue melhor quem está ao nosso lado pra dar mais valor ao que temos. Sem dúvida!

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Grupo saindo do Favela Tour

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