Recôncavo da Bahia: história, beleza e muita fé!

O nome da cidade já é pura poesia: Cachoeira, no recôncavo baiano, é daquelas cidadezinhas típicas do interior da Bahia que conquista logo de cara. Ruas de paralelepípedo, casario que remete a séculos passados, monumentos históricos e uma gente alegre e “sem estresse”, como deve ser o bom baiano. o Recôncavo da Bahia é sem dúvida um lugar de muita história, beleza e fé!

recôncavo baiano

Como ir

Partindo de Salvador, o trajeto mais comum é feito pela BR-324 passando pela BA-026 até chegar ao município no Recôncavo Baiano. Geralmente quase sem trânsito, a viagem dura cerca de uma hora e meia. Se for de “busão”, há coletivos da rodoviária da capital baiana saindo em alguns horários ao longo do dia.

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Quem tiver tempo pode conhecer toda a região do Recôncavo Baiano, como os municípios vizinhos a exemplo de Cabaceiras do Paraguaçu, São Félix e Maragojipe. Voltando a Cachoeira, a cidade fica às margens do Rio Paraguaçu, a cerca de 120 km da capital do estado. Cachoeira é uma das cidades baianas que mais preservaram a sua identidade cultural e histórica com o passar dos anos, o que a faz um dos principais roteiros turísticos históricos do estado.

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A imponência do seu casario barroco é uma atração à parte. Isso sem falar de suas igrejas e museus. A preservação e história de Cachoeira é tão importante para o Estado que ela carrega o título de “Cidade Monumento Nacional” e “Cidade Heroica” (pela participação decisiva nas lutas pela independência do Brasil).

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Primeira fábrica de cigarros, ainda em funcionamento na região

Uma das dicas é fazer o passeio de barco que não tem hora certa pra sair. É tudo bem simples: chegar lá, falar com o barqueiro, acertar o preço e nada mais. O passeio tem parada em área com restaurantes para almoço, fica um tempo na “prainha” e também para nas ruínas históricas e os valores são acessíveis a todos os públicos. Se for alugar carro pra sua viagem, clique AQUI!

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O apogeu da cidade foi durante os séculos XVIII e XIX, quando seu porto era utilizado para escoamento de grande parte da produção agrícola do Recôncavo, principalmente fumo e açúcar. Estive na fábrica de fumos artesanais que funciona até os dias de hoje e se tornou ponto turístico na região. Lá, podemos observar cada etapa de produção do cigarro e conhecer um pouco do processo.

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Devidos a significativa presença de africanos e afro-descendentes em interação com europeus, Cachoeira gerou durante o período de Escravidão enorme riqueza cultural. Resultado é que possui forte sincretismo religioso presente na cultura afro-brasileira e também no catolicismo. Assisti a uma apresentação do tradicional Samba de Roda, que mistura música, dança, poesia e festa! Vai precisar reservar hotel? É só clicar AQUI!

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Surgiu provavelmente no século XIX e mantém suas raízes até hoje. O estilo musical é o afro-brasileiro associado a uma dança, ligada à capoeira. Juntamente com o conjunto que reúne pandeiro, atabaque, berimbau, viola e chocalho, estão as palmas dos participantes que ajudam a entoar e embelezar o Samba de Roda.

Em meio aos visitantes sempre estão os “gringos” a fim de conhecer o que há de mais enraizado em termos de cultura na região. Vale a pena conhecer, dançar e se não quiser arriscar os passos, só olhar já vale muito!

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A cidade de Cachoeira é daqueles destinos que não precisa de muita programação. O bom mesmo é chegar lá, bater perna sem destino, ir conhecendo cada beco e ruela e ver o que o local oferece, sendo que um final de semana de sexta a domingo já dá pra conhecer quase tudo. Você pode inclusive ter Cachoeira como ponto de apoio também para conhecer outras cidades próximas, a exemplo de Santo Amaro.

Fui bater lá motivado pela história da cantora Maria Bethânia, que nasceu nesta cidade, tendo inclusive uma placa em sua homenagem em frente à casa onde até hoje mora sua família e residia Dona Canô. A Bahia é isso: tradição, fé, cultura, arte e gastronomia. Não deixe de provar os pratos típicos da região, como toda comida baiana é carregada no tempero, uma delícia.

Ao fundo a casa onde morava Dona Canô, mãe de Bethânia e Caetano Veloso

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